Line + Pedro (Dois amigos)

Seriam relatos auto-biográficos? Apenas contos? Memórias? Ou roteiro de um filme? São as aventuras de Pedro e Aline, dois grandes amigos cercados de histórias por todos os lados.

Terça-feira, Julho 29, 2003

Querido Blog (1)

Hoje eu descobri que não preciso de homens enchendo o meu saco.

Na verdade, eu descobri que tinha viciado na presença deles até um minuto atrás. E isso é frustrante!!

Sempre me achei acima disso, sempre me considerei menos patética que minhas amigas – que dependem eternamente da companhia masculina, de namorados sérios, etc. Brrr! De fato, dispenso com entusiasmo um encosto inútil.

Acontece que me acomodei com a idéia de um “rodízio” ao meu redor. E vários ao mesmo tempo, de preferência.

Li não-sei-aonde uma colunista comparando sua vida de solteira a uma estação de trem: aquele vai-e-vem louco e nenhuma permanência definitiva. À parte do fato dela ter escrito isso porque está deslumbrada com o novo namorado – e concluir que quando você não procura o príncipe chega –, até que a metáfora é válida. (O que eu não aceito é o fato dela tentar empurrar uma auto-ajuda *agora*, que ela não se considera mais na merda... é como a Ashley Judd naquele filme! A teoria é o máximo até ela se descobrir uma mulherzinha carente)

E eu, como é que fico? Eu, com um bando de rolos enrolados num pleonasmo que não leva a lugar algum; que mantenho tudo isso num saco só por pura inércia... que auto-ajuda vai servir pra mim?!?

Não quero saber de sermões de psicólogos “isso é uma clara imaturidade emocional, você está com medo de compromisso”, quero que alguém me explique onde diabos fui arrumar esses homens problemáticos!!! Ou melhor: como eu aturei isso por tanto tempo???

Isso é de fato um mistério: eu devia ser a Madre Teresa de Calcutá das galinhas e vadias!!! Até ontem não devia existir na cidade alguém com mais paciência com homem do que eu! (ou com tamanha indiferença)

Tão inexplicável quanto o fenômeno de “tolerância total” foi esta minha abrupta mudança de comportamento.

Há 2 anos eu sei que o Gustavo é um babaquinha em se tratando de demonstrar quando quer ficar comigo. Já decorei o que ele faz para chamar a minha atenção: primeiro implica, depois chateia, aí me leva pr’um canto e manda uma gracinha. Atitudes de um moleque de 10 anos, enfim. Mas o que aconteceu que ontem eu surtei?

Eu falei pra Ana que aquele tapinha “Bon Jovi é ruim” tinha sido a gota d’água, mas está claro que não foi só isso. Se eu aturei tanta viadice, por que uma simples discordância musical ia me fazer parar tudo?? Que me fez ‘apertar o gatilho’ e descambar para o sai-de-perto?? Há algo muito pior por trás disso: Eu enchi o saco geral! Mesmo se ele não tivesse falado um ‘ai’ do Bon Jovi, eu implicaria com uma outra coisa qualquer, tenho certeza!

Hey, pára tudo! Meu solzinho, sempre ele!!! Foi isso, agora lembrei! Nosso papo semana passada... abriu meus olhos!

(Tô falando, não vivo sem esse garoto!! :)))

Só o que a Claudete piroquete apronta com ele à noite já era para tê-lo deixado desparafusado!! Mas não... lá está ele, sempre numa boa, sem se aventurar mais em confusões do gênero – e muito, MUITO feliz! É isso que eu quero pra mim, e é isso que eu consegui chutando o primeiro.

O foda é que se eu gostar da idéia, o efeito dominó vai começar...

e o Fernando, se não se cuidar, vai ser o próximo na fila da “degola”!

O que ele fez para merecer? Gostou de mim, oras!! Gostou mais do que estou normalmente acostumada while nightclubbin’. E quem disser que isso não assusta está mentindo.

Afeto espanta. E me espanta as well.
Mas isso é papo para outro post.

Aline confessa às...