A arte do waste of time
Ela finge que não quer nada, e ele... não é que ele finja... ele só não demonstra, talvez por insegurança, talvez por sapiência... o que é BEM diferente. É, porque ao fingir, você acaba agindo ao contrário, e dando a entender que o que está sentindo é o extremo oposto. Ele só fica quieto.
Então, enquanto ela faz aquela cara de "não tô nem aí", o esnoba, fica com outro, etc., ele fica na dele – e cada vez mais na dele.
Como investir ou demonstrar qualquer coisa para ela agindo assim toda "ai-ai-ai-não-me-toques"? Homem passa cada sufoco... como é possível adivinhar? Ahh, é só agir ao contrário?? Quando ela o despreza, é sinônimo de investir? Então me diga, quantas 'elas' você já conseguiu assim? Not many, huh?
É, porque... quando ela não quiser, vai agir EXATAMENTE igual – como se estivesse fingindo que não quer. Deu para entender?
Então, de uma forma ou de outra, afim dele ou não, ela VAI se comportar assim. A ele resta adivinhar quando é o "SIM" e quando é o "NÃO".
Ela vai ficar sonhando, ela vai ficar elocubrando... por horas e horas e horas no quarto, ficará pensando sobre o que ele está pensando sobre ela. Fica imaginando o dia em que o verá correndo atrás dela, sem ela precisar fazer qualquer coisa mais avançada no sentido demonstração de afeto da palavra. Porque assim é mais "autêntico". Porque assim ela terá a "prova" de que ele "realmente" gosta dela. Mas, me diga novamente, quantos 'eles' você já conseguiu assim? Not many, huh?
Então cria-se um impasse. Daqueles que você cansa de ver acontecendo – e que, espantosamente, não pára de se repetir!
O tempo passa, coisas vão acontecendo, e você vai se arranjando – com outro cara que não é ele, com outra garota que não é ela – e fica tudo por isso mesmo. Pode ser, realmente, que esse novo 'ele' ou essa nova 'ela' sejam melhores do que a frustração anterior (aliás, é quase certeza de que PAREÇAM melhores, afinal "deu certo", ninguém se frustrou).
Ele desiste dela, ela se cansa dele. Um não entende muito bem o que o outro faz, e ninguém tem lá muito tempo (ou paciência) para um esforço maior se a possibilidade de dar errado existe. Ninguém gosta de se arriscar "assim".
Porém...
Porééém...
A vida é um risco! Em tudo que se faz há chance de um erro! Por que então se arriscar at all, mesmo com esse novo 'ele', ou essa nova 'ela'??
Ahh, é que quando "não se tem nada a perder", você investe. Quando algo não tem lá muito significado, para ele ou para ela, não há problema em cair de cabeça.
Por que com alguns 'eles' ou algumas 'elas' o medo domina e a queda é tida como insuportável então ninguém arrisca? Será porque o coração bate diferente? Aquela falta de ar às vezes surge? A sensação de estar andando nas nuvens? O brilho nos olhos, quem sabe? Quem vai arriscar sentir essas coisas, cruz-credo??
Mas o risco não é esse. Sentir isso todo mundo quer – e é muito fácil induzir tais coisas em(com) outros 'eles' e 'elas' carentes e predispostos.
O foda – o foda – é a rejeição. Quase ninguém paga para ver. Muito menos ele e ela.
Não por enquanto, dizem.
Mas o foda – o foda – é a crueldade do tempo com isso.

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