Querido Blog (3) ou: "Meu affair com um DJ"
Pois é.
Foi uma coisa que eu nem queria (mentira). Surgiu do nada (semi-mentira). E não foi nem numa boate (verdade).
Há anos eu não chifrava o meu namorado. (Verdade! Cruzes!)
Mas aconteceu. E foi mais forte que qualquer outro chifre (semi-verdade).
E o timing foi crucial. Eu estava de mudança pra casa do Rodrigo (pois é, “casamos”! Tsc! O mundo vai acabar...), era Carnaval e o namoro do DJ tinha ido pras cucuias – momentaneamente. O universo definitivamente conspirou, portanto não tenho a menor intenção de me arrepender do que fiz.
Aliás, o que diabos eu fiz?? Nem sei direito. Foi tão rápido, tão intenso, tão... mútuo (não existe palavra mais sinistra, aai).
Eu costumava comentar com a Ana que sempre sentia uma vibe estranha vindo dele. Como se algo sempre estivesse emperrado entre nós dois. Cada oi parecia um parto, esquisitíssimo.
“Algo incubado?”, ela caçoava. Eu rapidamente corrigia: “Incubado não; preso...” Bom, sei lá. (Seja lá o que aquilo era, agora “soltou”)
Bom, e quanto ao “mais forte que qualquer outro chifre” digitado lá em cima? Putz, isso está me corroendo. Não sei, não sei, não seeeeei o que houve. Não consigo explicar a não ser por uma onomatopéia: BUM!
Foi exatamente assim: BUM!
Como um furacão categoria 2 (c’mon, sem glamourizar!), não destruiu tudo pelo caminho mas causou aquele estrago complicado.
Traduzindo?
- Coração acelerado.
- Uma leve falta de ar.
- Nuca arrepiada.
- Olhos faiscando.
E tô assim até hoje.
E a gente não pára de se falar. E já rolou váááarias vezes. E está cada vez mais difícil de segurar. Só que desde então...
Desde então me mudei com o namorado, ele voltou pra namorada, tomamos nosso rumo (e continuamos juntos). Está ok assim, não estou reclamando.
Mas desde então algo mudou.
Dia desses me ligou de madrugada, no meio de uma festa, ele botando o som. Fiquei tão consternada com o que ele me falou aos berros (foi besteira – e por isso mesmo foi tão histérico) que não consigo mais parar de pensar nele.
Quero passar horas conversando sem ser às escondidas, quero sair pra comprar um CD com ele e não ter que voltar para um outro, quero abraçá-lo bem forte e não largar tão cedo.
Quero um monte de coisas que não posso, e posso um monte de coisas que, agora, eu já não quero.
Aline confessa às...

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